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sábado, 23 de outubro, 2021
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Chinês é condenado à morte por atear fogo à ex-mulher durante live em uma rede social

Assassinato ocorreu no fim do ano passado e despertou indignação no país. A China começou a punir casos de violência doméstica apenas em 2016. Montagem mostra o perfil de Amuchu na plataforma de vídeos chinesa
Reprodução/Redes Sociais
Um chinês que ateou fogo e matou a ex-mulher enquanto ela fazia uma transmissão ao vivo foi condenado à morte, informou a Justiça da China nesta quinta-feira (14).
Amuchu, uma influencer tibetana de 30 anos, tinha milhares de seguidores na rede social Douyin, o equivalente chinês do TikTok.
Ela postava vídeos mostrando seu dia a dia, caminhando pela área rural do país, cozinhando, ou cantando de traje tradicional tibetano.
Em setembro do ano passado, enquanto fazia uma live na rede social, seu ex-marido a encharcou de gasolina e a incendiou.
A blogueira não resistiu aos graves ferimentos e morreu duas semanas depois no hospital. Sua morte gerou uma onda de indignação na China e abriu um debate sobre a violência contra as mulheres.
Amuchu havia se divorciado do marido – que era bastante violento – três meses antes. Ele agora foi condenado à pena de morte por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
Seu crime “mostrou uma crueldade extrema, e seu impacto na sociedade foi terrivelmente ruim”, disse o tribunal em um comunicado.
Depois da morte de Amuchu, milhões de internautas exigiram justiça em uma campanha nas redes sociais com o uso de hashtag que chegou a ser censurada pelas autoridades do país.
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Violência contra mulheres
Uma em cada quatro mulheres chinesas foi vítima deste tipo de violência pelo menos uma vez na vida, de acordo com um estudo publicado em 2013 pela Federação das Mulheres da China.
O regime comunista começou a punir casos de violência doméstica apenas em 2016.
Recentemente, a China alterou sua lei de divórcio para introduzir um período de espera de um mês antes de permitir a separação.
Em tese, a medida se destina a combater divórcios impulsivos. A reforma foi criticada porque muitos acreditam que ela pode manter as vítimas nas mãos de maridos violentos.
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Fonte: G1

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