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sábado, 23 de outubro, 2021
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Megaexplosão em Beirute em 2020 é raiz de protesto e violência no Líbano; entenda

Explosão em 4 de agosto de 2020 deixou mais de 240 mortos e 6 mil feridos, e foi causada por quase 3 mil toneladas de nitrato de amônio armazenado sem segurança durante seis anos; primeiro-ministro renunciou e culpou ‘corrupção endêmica’ pela tragédia. Movimentos ligados ao atual governo querem destituir juiz responsável pelo processo. Membros armados do Hezbollah e do Amal se posicionam em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Anwar Amro/AFP
A violência que deixou seis pessoas mortas e mais de 30 feridas nesta quinta-feira (14) em Beirute, no Líbano, aconteceu durante um protesto convocado pelos movimentos islâmicos Hezbollah e Amal em relação à investigação da explosão no porto da capital libanesa, em agosto de 2020.
A manifestação exigia a destituição do juiz Tarek Bitar, responsável pelo processo sobre o caso.
O juiz interrogou vários políticos e funcionários do governo, incluindo aliados do Hezbollah, suspeitos de negligência que levou à explosão do porto, causando a morte de mais de 200 pessoas.
Um prédio residencial é visto cheio de buracos de bala em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Joseph Eid/AFP
Na terça-feira (12), Bitar emitiu um mandado de prisão contra Ali Hassan Khalil, deputado e ex-ministro das Finanças que é membro do Amal e aliado do Hezbollah.
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Dois ex-ministros apresentaram uma denúncia contra o magistrado — que foi obrigado a suspender pela segunda vez a investigação. A acusação foi negada nesta quinta, e Bitar poderá retomar seu trabalho.
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O governo do Líbano, dirigido pelo primeiro-ministro Najib Mikati, apoiado pelo Hezbollah, foi formado em 10 de setembro, após mais de um ano de vazio político, depois que Hasan Diab renunciou por causa da explosão.
Civis fogem de suas casas durante onda de violência em manifestação em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Anwar Amro/AFP
As autoridades locais, acusadas de negligência criminosa, recusam-se a autorizar uma investigação internacional e são acusadas pelos familiares das vítimas e por ONGs de obstrução da justiça.
Explosão e renúncia
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano, em 4 de agosto de 2020
Hussein Malla / AP Photo
A explosão do dia 4 de agosto de 2020 deixou mais de 240 mortos e 6 mil feridos, além de abrir uma cratera de 43 metros e destruir diversos edifícios. Ela foi causada por quase 3 mil toneladas do fertilizante nitrato de amônio, um material explosivo, armazenado sem segurança durante seis anos no local.
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O caso desencadeou uma série de protestos e levou o então primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, a renunciar menos de uma semana depois, no dia 10 de agosto, afirmando que a explosão era resultado de corrupção endêmica no governo. Diab foi formalmente acusado de negligência pela justiça libanesa.
VÍDEOS: Explosão em Beirute, no Líbano
Explosão em Beirute; FOTOS
VÍDEO E FOTOS de um ano da explosão em Beirute: veja como está o porto hoje
O país ficou sem um novo governo por 13 meses, até que, em 10 de setembro deste ano, Najib Mikati foi nomeado como novo primeiro-ministro.
Durante esse período entre os dois governos, a crise econômica sem precedentes no país se tornou ainda mais grave. O Banco Mundial a considera uma das piores do mundo desde 1850.
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Com uma inflação galopante e demissões em larga escala, 78% da população libanesa vive abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU.
Mikati já foi primeiro-ministro do Líbano, entre 2011 e 2013. Ele foi nomeado com apoio do Hezbollah, mas renunciou após uma disputa no gabinete com o próprio grupo por causa de preparativos para uma eleição parlamentar e a prorrogação do mandato de uma autoridade de segurança, segundo a agência Reuters apontou na época.
Passo a passo mostra os detalhes da explosão em Beirute, no Líbano, que ocorreu na terça-feira (4)
Guilherme Luiz Pinheiro/G1
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Fonte: G1

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