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quarta-feira, 19 de janeiro, 2022
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Milhares de hindus desafiam a Covid-19 em festival religioso na Índia

As autoridades já admitiram que não vão ser capazes de conter os peregrinos, a maioria sem máscara, que vão ao rio para banhos rituais. Indianos se banham nas águas do rio Ganges, no início de um dos maiores festivais religiosos do mundo
Drones foram usados na sexta-feira (14) para lançar água sagrada do rio Ganges em milhares de peregrinos, com o objetivo de tentar conter uma multidão reunida para o festival hindu Gangasagar Mela, no leste da Índia.
A aglomeração por causa do evento pode se tornar um perigoso propagador da Covid-19. As autoridades já admitiram que não vão ser capazes de conter os peregrinos, a maioria sem máscara, que vão ao rio para banhos rituais.
“A maioria dos peregrinos está disposta a desafiar as normas contra a Covid-19”, disse um policial ouvido pela AFP.
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Peregrinos hindus chegam à confluência do rio Ganges e da Baía de Bengala para o festival “Makar Sankranti”, na Ilha Sagar, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no estado oriental de Bengala Ocidental, na Índia, em 13 de janeiro de 2022
Rupak De Chowdhuri/Reuters
“Eles acreditam que Deus os salvará e que o banho no afluente [do Ganges] os purificará de todos os pecados, até do vírus, se estiverem contaminados”, acrescentou.
Embora a variante ômicron esteja se espalhando rapidamente na Índia, um tribunal de Calcutá autorizou, na semana passada, a celebração do Gangasagar Mela na ilha de Sagar. Ela fica na foz do rio Ganges, no estado de Bengala Ocidental, no leste do país.
A Índia registrou mais de 260.000 novas infecções e 315 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas.
No auge da pandemia, em maio passado, a Índia registrava mais de 400.000 novos contágios e cerca de 4.000 mortes por dia, em meio a cenas traumatizantes em hospitais, lotados de pacientes.
Hoje, a Índia parece mais bem preparada para resistir à ômicron do que na primavera passada, quando a variante delta causou mais de 200.000 mortes em poucas semanas.
Essa terrível onda epidêmica surgiu após o festival Kumbh Mela, uma das maiores congregações religiosas do mundo, com a participação de cerca de 25 milhões de hindus.
Assim como o Kumbh Mela, Gangasagar Mela atrai fiéis de todo norte da Índia, que viajam a bordo de trens, ônibus e barcos lotados para chegar à ilha. Estas condições aumentam a probabilidade de contágio da ômicron, uma variante do coronavírus altamente contagiosa.

Fonte: G1

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