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segunda-feira, 24 de junho, 2024
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Festivais Culturais em MS se consolidam com grande sucesso de público e atrações para todos os gostos

O Governo do Estado, por meio de sua Fundação de Cultura (FCMS), retomou este ano a realização dos Festivais América do Sul Pantanal, em Corumbá, Festival de Inverno de Bonito, depois de dois anos sem realização por conta da pandemia, e consolidou a realização do 2º Festival Campão Cultural, na Capital, Campo Grande, com grande sucesso de público e programação cultural diversa, para todos os gostos.

Cartão Postal de entrada para o Pantanal, Corumbá recebeu novamente a integração cultural dos povos do continente. O Festival América do Sul Pantanal uniu pela arte, gastronomia e inclusão pessoas de idiomas e costumes diversos, mas de muitas virtudes em comum. Realizado de 26 a 29 de maio de 2022, na décima sexta edição do evento, a programação contou com apresentações musicais em dois palcos especiais: Integração, onde ocorrem os maiores espetáculos e Palco Rio Paraguai, com um som mais “intimista”. Michel Teló, Atitude 67, Mart’nália, Margareth Menezes, Monobloco Marcelo D2 agitaram o público junto a músicos de nosso Estado e de outros países sul-americanos. Uma programação plural, definitivamente para todos os gostos.

Apresentações de grupos teatrais, circenses e de dança sul-mato-grossenses tiveram a companhia de grupos de outros Estados do País, além da Colômbia, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. As tradicionais exposições de Artes Visuais e a Galeria do MARCO revelaram muito sobre nossa cultura e, claro, também abriram espaço para as inspirações e a criatividade de artistas regionais e nacionais de diferentes perfis. A Tenda dos Saberes Indígenas foi uma excelente oportunidade também de vivenciar experiências de destaque da cultura indígena, como espaços para moda, artesanato e gastronomia.

O Pavilhão dos Países recebeu as plurais inspirações de artesãos sul-mato-grossenses e de artistas da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O Quebra-Torto Pantaneiro teve seu jeito multicultural pela própria diversidade que acolhe. Música, contação de causos, lançamentos editoriais e debates em um espaço de grande beleza. Tudo isso com o gosto da culinária regional e sua deliciosa fartura.

Neste ano de 2022, comemorou-se o ‘Centenário da Semana de Arte Moderna”. Foram homenageados a artista visual Lídia Baís e o escritor Lobivar de Matos. A Cultura de Rua esteve presente com a Mostra Rua – Intervenção de rua – LGBTQIA+, intervenção com graffiti, batalha do porto. O Cinema teve sessões na Mostra Instituto Homem Pantaneiro, além das sessões de cinema no Cine Solar.

Foi uma celebração continental: uma oportunidade de enaltecer nossas identidades culturais e a união de nações com trajetórias muito próximas. O Festival América do Sul Pantanal promoveu encontros que valorizaram a diversidade cultural do continente, a criação e fruição de riquezas, o intercâmbio, a revelação de experiências e debates de temas relativos à cultura, à cidadania, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

Promovendo a integração e encontros territoriais em “um mergulho no imaginário”, colocando a religiosidade local e suas crenças e a natureza como pano de fundo, a 21ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB) promoveu 122 atividades culturais e foi um sucesso de público e fluxo econômico, com estimativa de 80 mil pessoas circulando em quatro dias – 25 a 28 de agosto de 2022 – pelos espaços onde ocorreram as múltiplas atividades.

Com grandes atrações do teatro e do circo, shows nacionais de Daniel, Gaby Amarantos, Vanessa da Mata e banda Ira! e a presença também de estrelas da nova geração do rap, MPB e rock, como Brô MC’s, Majur, Rincon Sapiência e Macaco Bong, o FIB consolida-se como “um dos melhores festivais do Brasil”. “Cumprimos nossa missão, enquanto governo, ao dar continuidade a esse projeto que reúne todas as vertentes da nossa cultura, promove o entretenimento e movimenta a economia”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja. “Depois de dois anos, retomamos um festival com uma nova roupagem, mais plural, em que todo a comunidade decidiu sua modelagem”.

Para o secretário estadual de Cidadania e Cultura, Eduardo Romero, o FIB 2022 foi muito inspirador, com participação expressiva do público – comunidade local e turistas – e fluidez e integração de todas as linguagens artísticas, com as pessoas ocupando as praças, o balneário municipal e outros locais de eventos. “Tudo isso demonstra que a cultura é o caminho a ser trilhado em direção a humanização, a uma sociedade mais democrática”, pontua.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de MS, Gustavo de Arruda Castelo (Cegonha), classifica como “extremamente positiva” a 21ª edição do FIB, considerando a mudança de data e sua retomada depois de dois anos, devido à pandemia do coronavírus. “Agosto é um mês de baixa temporada do turismo em Bonito e o festival atraiu mais visitantes, com uma programação também diferenciada, onde debatemos o futuro da cultura e experimentamos novas ações”, avalia.

Na avaliação do coordenador-geral do FIB, Vitor Samudio, o festival ganhou uma nova dimensão e se consolida no cenário nacional não apenas no aspecto cultural, mas por construir e promover a cadeia produtiva, onde todos ganham. “O FIB agrega cultura, o turismo, traz dividendos à economia local e, nesta edição, a cidade de Bonito foi tomada pelos turistas com a rede hoteleira lotada. O envolvimento do público também foi intenso, houve demanda de consumo, as pessoas felizes”, disse.

Já o Festival Campão Cultural movimentou a capital sul-mato-grossense de 8 a 15 de outubro com a sua segunda edição. Durante os oito dias com uma programação intensa, recheada com 211 atividades, o festival atraiu 97.510 espectadores nos diversos espaços que ocupou em Campo Grande. Totalmente gratuito, o “Campão” ofereceu a todas as faixas etárias da população 17 horas diárias de atividades em 19 áreas da cultura, diversidade e cidadania, entre elas, 37 oficinas.

“Esta segunda edição reafirma e consolida o ‘Campão’ como o maior festival de arte, cultura, cidadania e diversidade de Mato Grosso do Sul. Não só pela duração dos oito dias e os números excelentes que o festival alcançou com suas 211 atividades, mas porque ele se consolida pela sinergia de todas essas atividades, de toda essa proposta, pelo fato de descentralizar as atividades da cultura e cidadania, oportunizando acesso a todas as pessoas, levando as atividades paras as comunidades, trazendo as comunidades para as ações da região central”, afirmou Eduardo Romero, secretário de Cidadania e Cultura de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o secretário, a segunda edição do festival em 2022 conseguiu apresentar uma programação que atendeu uma variedade significativa do público, que aprovou o evento comparecendo as atividades e a prova é a marca de praticamente 100 mil espectadores. Na primeira edição, que teve uma semana a mais que a de 2022, o público foi de 80 mil pessoas. “Este ano a programação do ‘Campão’ envolveu crianças, jovens, adolescentes, adultos e idosos com ações para todos os gostos. O ‘Campão’ integrou as pessoas com deficiência por meio da interpretação de libras, dos espaços reservados pra que essas pessoas pudessem ter acesso a esses shows e isso tudo integrando a família sul-mato-grossense. O festival também integrou a cultura regional com a nacional e proporcionou trocas de experiências. O ‘Campão’ não é festival apenas dos eventos do grande palco. Ele é a roda de conversa, ele é a feira da música, ele é o espaço pro artesanato, pra moda, pro audiovisual, as intervenções urbanas na cidade. O ‘Campão’ traz esse jeito sul-mato-grossense de ser, o jeito da mistura, da multiculturalidade”, ressalta Romero. 

O “Campão Cultural” também contribuiu para a economia criativa de Mato Grosso do Sul empregando 800 trabalhadores diretos e cinco mil indiretos. O festival, além de locais populares da área central de Campo Grande, como as praças do Rádio Clube e Ary Coelho e o Calçadão da Barão, esteve presente nos bairros Jardim Noroeste, Dom Antônio Barbosa, Santa Emília e Coophatrabalho, além de ocupar espaços como a Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, o Memorial Apolônio de Carvalho e lugares como a sede da CUFA e casas noturnas como Garagi e Vitrine. Na Esplanada Ferroviária aconteceram os grandes shows, a Feira da Música, a Feira dos Saberes, várias oficinas e aonde público tinha a disposição uma praça de alimentação e estandes de artesanato.

Para o presidente da Fundação de Cultura de MS, Gustavo Arruda, o Cegonha, a segunda edição do “Campão Cultural” veio pra consolidar o festival como um dos mais importantes do País. “O ‘Campão’ apresentou em 2022 uma programação diversa e descentralizada, fazendo com que o acesso à cultura cheguasse aos moradores dos bairros mais afastados do centro. O público aprovou o festival, pois atingimos um público de mais de 97 mil pesso

Festivais Culturais em MS se consolidam com grande sucesso de público e atrações para todos os gostos
Campão Cultural, em Campo Grande (Foto: Vaca Azul)

as com uma programação extensa, foram 17 horas diárias de programação. Tivemos shows, feiras, teatro, dança, cultura de rua, oficinas, patrimônio cultural e gastronomia em uma programação que espelhou a diversidade cultural que nosso Estado tem. O ‘Campão’ acolhe tanto o campo-grandense quanto o turista. Sem dúvida que o ‘Campão’ veio pra ficar”, ressaltou Gustavo Arruda, o Cegonha.

Segundo o coordenador geral do Festival, Vitor Samúdio, o “Campão Cultural” atingiu o objetivo traçado para a segunda edição. “Nosso maior objetivo era levar a cultura para os quatro cantos da cidade. A equipe foi extremamente competente nesse quesito, desde a programação até a produção dos espetáculos, shows, feiras e oficinas. Foram dias intensos com uma grande programação para todos os públicos. O ‘Campão’ realmente veio pra ficar e acreditamos que ele já faz parte do calendário de grandes eventos do nosso Estado, como os festivais Corumbá e Bonito”. 

O “Campão Cultural” foi criado em novembro de 2021 e consolida-se nesta segunda edição como o maior festival multicultural de Mato Grosso do Sul. O novo festival junta-se aos já tradicionais realizados em Bonito e Corumbá, desde o início dos anos 2000. O “Campão” conquistou a adesão da população, que compareceu em peso na segunda edição, atingindo públicos de até 15 mil pessoas nos shows musicais na Esplanada Ferroviária. O caçula dos festivais sul-mato-grossenses chegou para ficar. 

Karina Lima – FCMS
Foto do destaque: Campão Cultural – Vaca Azul

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